
Uma breve folga nesta vida que me suga pouco a pouco a própria vida ... Bem enquanto alguns dizem que está um frio maldito, fico a pensar algumas coisas ... Bem, sei que a muito eu nem ao menos consigo falar decentemente com muitos de vocês, e isso de alguma forma me deixa perdido .... Percebi isso após eu ver alguém que a muito não via ... e também após ler algumas coisas. Sei que isso é algo ao qual não gostaria que acontecesse, mas parece que pouco a pouco separo minha vida e estou perdido das várias pessoas as quais eu não antes viveria sem ao menos vê-las com alguma frequência. Tá eu sei que eu tenho um pouco de muito compulsivo dentro de mim.
Escrevo algumas coisas que depois que leio fico a pensar o que motivou-me a escrever aquilo ... (Somente para quem compreender completamente: Sim isso não é cópia de ideias, mas sentimentos muito parecidos com os seus). Bem de qualquer forma, penso que continuo a ser torturado, dia após dia dessa suposta existência. Por mais que meus anjos sejam aqueles que chegam mais perto de saber o que se passa em meu peito, sei que não compreendem-me, e as vezes até temem a este ser que não é nada ao qual possa definir-se com total certeza.
Num breve lapso de tempo contudo entendo, vendo através de meus olhos a eternidade desesperante que vivo, afinal no mesmo paradoxo que sou psicologicamente, sou também fisicamente: a eternidade contida na mortalidade. Alguns podem entender isso como quiserem, contudo como eu poderia ter algo que tem um brilho irreal de tempos imemoriais?
Também na face daqueles que não conseguem compreender o desespero da eternidade contidos na existência... Em seus olhos refletem-se o medo da inconstância que tomou conta de meu ser, da frieza com que tenho que conviver eternamente, tornando-me mais que uma armadilha na qual invariavelmente parecem ser atraídos, como um buraco negro que para dentro de si tudo suga. Mesmo conhecendo minha natureza, não consigo, nem posso desvencilhar-me destes seres aos quais criei laços mais fortes que a própria realidade.
Dias incontáveis passam-se neste invólucro mortal onde tento encontrar algo que faça sentido frente a esses olhos vazios, tanto quanto meu ser... Sorrisos e demonstrações de carinho que levam estes seres a um ledo engano sobre mim. Antes que descubram a minha real natureza e se dêem conta de seu próprio desespero.
Nada sei sobre seus sentimentos, amor ou ódio, nada sei além de sua dualidade contraditória que estes são, tal como sua semelhança entre si. Uma dualidade tão humana quanto o próprio ser que as sente. A tanto conheci esta natureza pela voz de tantos humanos, somente o ódio é semelhante ao amor, afinal, somente aqueles a quem podemos odiar também podemos amar profundamente.
Espero poder entender isto algum dia...

Enjoy@!
"In times of strife
you seem to lose it all, and more somehow
No waning life can retrieve it
Can't make the world a better place to thrive
nor can I keep on persisting
You're on the wane in funereal winds
with a thousand winters within
You're life unveil its weary eyes
Sun sets in somber skies
Your waning desires brought to fire
where your withering life has been mourned
For a thousand years, where the pain blend with ire
and the night enflames us both
"Walk down the narrow path
Years of decay
Feel life's soul-inflicting hurt once again"
You're dying now
You make it feel somewhat divine
Your lenient eyes are somewhat healing
You make it feel the less a strife now
A precious life cease persisting
You're on the wane and eden's hewn
falter still under a funereal moon
Your tears they sweep upon life's shore
until the day you weep no more
Sunset's on the wane
In life we suffer the same
When sundown comes around
stalking strangers on hollowed ground
Endarkened souls entwined
together at the end of life
Embrace the new divine
or suffer another lifetime
I can feel the flames
the fire lick me in vain
My life can't be regained
not now, nor then, nor ever again
We cross our feeble hearts
the day our souls depart
Life move in strangest ways
We died somewhat, somehow in every day"
"Nas horas de discussão
Você parece perder tudo isso, e mais de algum modo
Nenhuma vida minguante pode corrigir isso
Não pode fazer o mundo um lugar melhor para prosperar?
Nem posso eu continuar persistindo?
Você está em decadência em ventos fúnebres
Com milhares de invernos dentro
Sua vida desvela seus olhos cansados
O sol se põe em céus sombrios
Seus desejos minguantes trazidos ao fogo
Onde sua definhante vida foi lamentada
Por milhares de anos
Onde a dor se misturou com a ira
E a noite incendeia a ambos nós
"Desça o estreito caminho
Anos de decadência
Sinta a alma da vida - infligindo dor mais uma vez"
Você está morrendo agora
Você faz sentir algo divino
Seus olhos benevolentes são algo curativo
Você ameniza uma discussão agora
Uma vida preciosa deixa de persistir
Você está minguando e o Éden é derrubado
Hesitando ainda sob uma lua fúnebre
Suas lágrimas elas varrem sobre a praia da vida
Até o dia em que você não chora mais
O ocaso está minguando
Na vida nós sofremos o mesmo
Quando o pôr-do-sol se aproxima
Estranhos espreitadores em solo sagrado
Almas escurecidas entrelaçadas
Juntas até o fim da vida
Abrace a nova divindade
Ou sofra outra existência
Eu posso sentir as chamas
O fogo me lambe em vão
Minha vida não pode ser recuperada
Não agora, nem depois, nem nunca mais
Nós cruzamos nossos fracos corações
O dia de nossas almas partirem
A vida se move de maneiras estranhas
Nós morremos um pouco, de algum modo a cada dia "
At Sixes and Sevens - Sirenia