
Acreditei que algum dia poderia ser simplesmente alguem que nada teria mais o que sofrer, mas vejo que a cada dia que passa, meus pensamentos direcionam-me para somente um lugar, o qual sei que não é o meu tão esperado descanso. Por isso, talvez, ainda acredito que algum dia meu destino mude, que minha assim chamada vida não decepcione ainda mais aqueles a quem eu amo, com todas as forças de um ser como eu pode amar: com todas as fibras de seu corpo, todos os pensamentos.
Assim mesmo, ainda sei que mesmo que eu tente, sempre acontecerão coisas as quais sei que parecem conspirar contra tudo aquilo que eu faça ou venha a fazer. Não quero ser simplesmente consolado, afinal de contas, mesmo que eu o fosse, não saberia agir de uma forma comum a pessoas, e também, segundo a minha concepção, sei que não preciso de condolencias ... afinal de contas acho que mesmo que eu achasse que precisaria disto, não conseguira pedir, nem ao menos conseguira, como já falei, entender como deveria agir. Espero algum dia possam me perdoar aqueles que decepcionei com isso, não entendam como indiferença minha, mas que somente não consegui ao menos estar com vocês quando mais precisaram.
Mudando de assunto, sei que não falei para todos ainda, mas teria de faze-lo uma hora aqui em meu blog e provavelmente farei tambem no flog, mas de qualquer modo, Todos aqueles que ainda se importam em ler isso, devem saber que em breve o pouco contato que tenho com todos vocês irá acabar por conta de uma mudança que não estavam em meus planos "primarios", mas que uma hora ou outra sabia que aconteceria: Ano que vem estarei saindo desse fim de mundo em que me encontro e irei morar em Suzano, por conta do trabalho que eu arrumei por lá. Acho que mesmo as pessoas as quais eu não consigo ter um contato profuso , mas que amo de uma forma a qual qualquer mesura seria uma afronta a meu modo de amar. Somente espero que não tenham qualquer resentimento por saberem disto por aqui, caso haja alguém que venha a saber disto por aqui, eu sei que há pessoas, mas não tenho certeza que elas entrarão aqui e verão este recado.
Há ainda vários outros problemas os quais eu sei que muitos de vocês provavelmente se peguntaram o que vem a ser, mas não se preocupem, são somente problemas que eu posso entender e resolver. Nada com o que pessoas tão importantes possam se importar ou ajudar.
Acho que é só, colocarei aqui um poema de Manuel Bandeira e a letra de uma musica a que eu tenho escutado muito ... Enjoy @!:
Manuel Bandeira
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
— Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!
A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
— Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
— Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
"A dream so real it takes her back
She's falling into her own past
The present has gone forever
Now she rests upon her bed
and then she cries...
and then she feels...
she feels so sad
Lost in memories
she tries to fade away but fails
The darkness overrules the sky
She keeps on screaming: "Tell me why!"
When will the light take over
these dark days
And will she ever wake
and know it is all a lie?
Her eyes are closing slowly
The pain increases everyday
She wanted to fight but walked away
and now there's nothing left to say
She used to live, she used to give
She always enjoyed life the way it was meant
But clouds they came and played their game
Casting a spell so she'd fade away
But will she stand up to fight and protect her life
Be what she wanted to be... an Angel in the dark
Her dreams are taking over
The puzzle remains a mystery
But she ought to know by now
it's just imaginary
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" Um sonho tão real a trouxe de volta
Ela está caindo em seu próprio passado
O presente se foi para sempre
Agora ela descança sobre sua cama
e então ela chora...
e então ela sente...
se sente tão triste
Perdida em memórias
ela tenta desaparecer mas falha
a escuridão preenche o céu
ela põe-se a gritar:diga-me por que!
Quando a luz acabar nesses dias negros
ela acordará
e saberá que isso é tudo mentira?
seus olhos se fecham devagar
a dor aumenta todos os dias
ela tentou lutar,
mas foi embora
e agora não há nada deixado a dizer
ela costumava viver,
costumava doar-se
ela sempre participou da vida de um jeito significativo
mas as nuvens vieram jogar seu jogo
dizendo um feitiço,ela desvaneceu
mas ela estará de pé para lutar e proteger sua vida
ser o que sempre quis
uma anjo na escuridão
seus sonhos estão acabando
um quebra cabeça induz um mistério
mas ela tem obrigação de saber agora
que isso é apenas imaginação "
"Nemesea - Angel In the Dark"